Mulheres 'invadem' empresa e ganham até vale-salão de incentivo

 

Uma empresa que faz máquinas usadas na construção civil e em indústrias de cosméticos, em Trindade, Goiás, fez uma mudança em seu quadro de funcionários que virou tema de debate entre homens e mulheres: a mulherada invadiu a linha de produção, antes 100 % masculina.

A mudança aconteceu aos poucos, e tudo porque certo dia uma antiga secretária resolveu arregaçar as mangas e ajudar na linha de produção para cumprir o prazo de entrega que estava apertado. Depois dela, a fábrica nunca mais foi a mesma! E o dono da empresa Francisco Alves está muito satisfeito com o crescimento do faturamento:  “Consequentemente com a maior organização que teve, com a dedicação, naturalmente ele cresceu. E, a cada ano, a gente vem dobrando o faturamento."

 

Que elas pegam no pesado, isto não há dúvidas, mas, por trás das luvas, as funcionárias mostram unhas muito bem feitas. E o Mais Você descobriu que a empresa dá até um incentivo para isso. As funcionárias recebem um benefício chamado 'vale-salão', que varia de R$ 50 ou R$ 100. “Não é só porque é um serviço que a maioria das pessoas julga masculino que a gente não vai poder se cuidar, pelo contrário. É aí que a gente tem que se cuidar, tem que cuidar da pele, cuidar do cabelo, hidratação”, disse a funcionária Luana Costa.

 

E a TPM?

Depois de cinco anos de convivência, o patrão Francisco aprendeu a lidar com as diferenças e até com certos probleminhas femininos. “Com o tempo eu descobri que nesses dias elas trabalham até mais que nos outros dias. Talvez por raiva ou para provar que isso não atrapalha ninguém. Mas não tenho tido o menor problema com isso. Se caso fossem todas em um dia só, talvez nesse dia a gente ia ter que fechar a fábrica e decretar um feriado. E dar folga para todo mundo!", confessou ele.

Quem é melhor?

Para a especialista em Recursos Humanos Cyndia Bressan, tanto homens quanto mulheres podem apresentar competências adequadas para a função. “Que realmente as mulheres estão desbravando um novo mercado que era ocupado anteriormente só por homens, que era considerado mais pesado ou até mesmo sujo, porque envolvia pintura, graxa é verdade. E elas vêm fazendo isso muito bem, porque elas gostam de aprender, são curiosas, elas querem desafios, e estar em uma condição de igualdade. Não em uma questão de igualdade de competição, mas de competência", explicou.

 

Fonte: Programa Mais Você